quinta-feira, 28 de maio de 2009

Andar no teu corpo

Toquei-te no silêncio da noite
com os meus dedos cheios de magia
senti-te estremecer no prazer
deliciares-te com o meu tocar.

Caminhei-te pelo corpo
descendo devagarinho...
sem pressas...
provocando cada poro da tua pele,
cada recanto da tua silhueta,
cada local mais sensível.

Deslizo os meus dedos
entre os seios perfeitos,
rumando ao leito que procurei.
Passeio pela barriga,
demoro-me no umbigo,
o principio de toda tu,
e desço um pouco mais...

Passo ao lado do desejo
e percorro-te as pernas todas,
acariciando-te com as mãos,
seguindo atrás pela língua que te prova.
Massajo-te os pés cansados,
e subo então até ao teu calor.

Toco-te, provo-te e saboreio-te,
levo-te á loucura e vou contigo.
Os dedos, a língua, os corpos...
numa sintonia perfeita e deliciosa.

Encontramos o desejo
e saciamos o vontade pelo amor.
e perdemo-nos no prazer
possuído pelos nossos corpos.

Amamo-nos... na loucura.
e foi bom... foi tão bom!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Histórias de Amor....


Ela não gostava de histórias de amor. Romances de amor. Filmes de amor. Poemas de amor. Reencontros, finais felizes, em histórias de amor.
Achava o amor invenção de espíritos fracos, como a fé.
Fragilidade desnecessária. Fonte de dependências e complicações. Perca de individualidade.
Não era uma mulher fria ou frígida, apenas não acreditava e não gostava da palavra amor.
Satisfazia a vontade de sexo não criando afectos, compromissos.

Quando o conheceu estava já numa idade tranquila.
Tinha construído a vida, livre de presenças permanentes e de saudade.
Por ele, olhou para trás pela primeira vez na hora da despedida.
Pela primeira vez quis rever alguém.
Pela primeira vez desejou ficar depois de saciado o corpo.
Ela dizia-lhe:
-Nunca digas que me amas ou partirei. Nunca direi que te amo.
E a palavra amor era palavra proibida.
Sempre que sentia crescer nele a palavra. Sempre que sabia que ele a ia proferir, calava-o.
Selava a palavra na boca dele, com a sua.
E a palavra amor era silêncio.

Ele perguntava:
-Porque não queres que diga a palavra? Porque não a queres ouvir? Porque fazes da palavra vergonha e segredo?
Ela calava-se.
Calava a promessa feita numa cama de menina com ódio de mulher.
Calava como fechava os ouvidos para não ouvir a palavra. Calava como cerrava os lábios quando lhe pediam para a dizer.
A palavra amor, sinal de aceitação, rendição. A palavra amor, palavra que mataria a menina em si.
Ela dizia-lhe depois, quase em súplica:
-Nunca digas que me amas ou partirei. Nunca direi que te amo.

Um dia ele não apareceu. O silêncio do amor tornara-se fardo insuportável
Um sentimento novo e indesejado cresceu dentro dela.
Tentou ignorar o chamamento do corpo. Calar a vontade. Calar a saudade.
Quando não resistiu. Quando desistiu da luta e se rendeu, ligou-lhe.
Disse triste:
- Eu amo-te. E desligou.

Ele correu para ela. Esperara tanto tempo voz e palavra.
Abriu a porta da casa dela com a chave que era a sua. A chave que ela não dera antes a ninguém.
Escrita nas paredes do corredor, na sala, saindo para a rua pelos vidros e persianas.
Escrita a vermelho como que arrancada de dentro, rasgando, perfurando paredes.
Escrita por toda a casa estava a palavra “amo-te”.

Viu-a na cama. Nas mãos um papel dizia da despedida.
No papel, desenhado por mãos de criança, estava um homem sorridente dando a mão a uma menina de olhos molhados e de revolta.
O homem dizia amo-te e sorria.
A palavra fora riscada vezes sem conta até rasgar o papel.

Amigos


Os amigos são para todas as ocasiões, não se medem, não se pesam, apenas se adoram e amam. Os amigos são uma riqueza que nos enche a alma e quando são amigos de verdade, estarão lá nos bons e nos maus momentos, mas preferem aparecer nos maus e passar os bons. Os amigos de verdade, não olham a meios para alcançar apenas um sorriso na tua face, para te arrancar uma gargalhada, um brilhozinho nos olhos, uma lágrima de saudade. Os amigos de verdade, não medirão esforços por te distrair, por te fazer sair do sitio onde costumas ir, de te fazer ver o mar… Os amigos de verdade não deixarão de te ligar, de te mandar mensagens, de te mandar email's, por muito que possas preferir estar sozinho. Os amigos de verdade, preocupam-se contigo, tanto quanto se preocupam com eles mesmos e desejam para ti, tudo aquilo que desejam para eles. Os amigos de verdade... são pessoas como eu e tu, que se gostam…

sábado, 2 de maio de 2009

Desabafo


Aprendi que nem sempre temos o que queremos,
Que nem sempre somos a primeira escolha,
Que muitas vezes há muitas coisas e pessoas á nossa frente…
Aprendi que a vida não é fácil…
Aprendi que Amar não é fácil…
Sempre pensei que se quisesse muito…. Conseguia…
Pobre tola!!!
Um dia pensei que tinha o poder do destino na minha mão…
Pensei que poderia agarrar-te e ter-te para a vida toda…
A vida toda….
Pobre tola!!!
Sinto-te a fugir entre os meus dedos,
Como se fosses areia fina, quanto mais aperto a mão para te guardar…
Mais vais escorregando…
Tenho medo que as minhas mãos fiquem vazias…
Esperei-te a vida toda… E quando te encontrei pensei que eras tu!!!
Com quem ia atinar, acalmar, viver o amor tranquilo…
Pobre Tola!!!
O Destino prega-nos partidas…
A nossa vida não está a ser fácil, há sempre outras situações… outras pessoas…
Porquê que não conseguimos viver este amor?
Consegues responder???
Porquê que não nos deixam?
Será que vamos abdicar de nós?
Será que não vês que luto por nós?
Será que não sentes que há dias em que penso que sou a única a fazê-lo…
Eu sei que me amas muito…
Sei que nada disto é fácil…
Peço aos deuses que me protegem, para me darem forças para continuar a lutar por nós…
Lutarei até que tu queiras e aches que vale a pena lutar…
Apesar de neste momento, estar um pouco cansada, sem energias…
Os meus deuses vêm ajudar-me …. Eu pedi-lhes!!!