Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa.
E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar.
A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar.
O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a deseja-lo a organizar tudo para que ele seja possível.
É mais facil esperar do que desistir.
É mais fácil desejar do que esquecer.
É mais fácil sonhar do que perder.
E para quem vive a sonhar, é muito mais facil viver!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Imaginar-te noutros braços...

Sim, dói!
Como poderia pensar que não iria doer…
Se tenho o teu corpo tatuado no meu,
Se ainda oiço a tua respiração ofegante, os teus gemidos de prazer…
Sim, dói!
Mas não posso, nem quero prender-te…
O teu corpo não é meu, o teu corpo só a ti pertence,
E só tu tens direito de fazer o que bem entenderes com ele.
Como diz a musica:
Ninguém é de ninguém, mesmo quando se ama alguém!
Dói-me imaginar alguém a beijar a pele que eu beijei…
Cada pedaço de ti…
Não te quero perder, mas não te posso agarrar!
Temos uma ligação muito nossa,
Por essa razão, deixo-te livre…
Para procurares outros braços, outras bocas, outro sexo!
Se depois de todas as buscas cheias de glórias e falhanços,
Voltares para mim, poderei dizer que o tu pertences-me…
Se nunca mais voltares, assumirei que nunca te possui!
Vai!
Vai!
Não olhes para trás!
Não te lembres de nós!
Não te lembres de mim!
Vai!
Vai!
Eu esperarei, ficarei aqui!
Dois passos atrás de ti,
A aplaudir de pé as tuas glórias!
E a apoiar-te para não caíres quando fracassares!
É a maior prova de amor que te posso dar!
E uma prova destas, eu sei, que muito poucos conseguem dar!
Como poderia pensar que não iria doer…
Se tenho o teu corpo tatuado no meu,
Se ainda oiço a tua respiração ofegante, os teus gemidos de prazer…
Sim, dói!
Mas não posso, nem quero prender-te…
O teu corpo não é meu, o teu corpo só a ti pertence,
E só tu tens direito de fazer o que bem entenderes com ele.
Como diz a musica:
Ninguém é de ninguém, mesmo quando se ama alguém!
Dói-me imaginar alguém a beijar a pele que eu beijei…
Cada pedaço de ti…
Não te quero perder, mas não te posso agarrar!
Temos uma ligação muito nossa,
Por essa razão, deixo-te livre…
Para procurares outros braços, outras bocas, outro sexo!
Se depois de todas as buscas cheias de glórias e falhanços,
Voltares para mim, poderei dizer que o tu pertences-me…
Se nunca mais voltares, assumirei que nunca te possui!
Vai!
Vai!
Não olhes para trás!
Não te lembres de nós!
Não te lembres de mim!
Vai!
Vai!
Eu esperarei, ficarei aqui!
Dois passos atrás de ti,
A aplaudir de pé as tuas glórias!
E a apoiar-te para não caíres quando fracassares!
É a maior prova de amor que te posso dar!
E uma prova destas, eu sei, que muito poucos conseguem dar!
domingo, 28 de dezembro de 2008
Gostar ou não, eis a questão...

Como é que se define o amor? Como podemos saber se o que sentimos por esta ou aquela pessoa é mesmo amor e não outro estado intermédio ou subproduto do sentimento em questão?
O amor é a água do coração; sentimos simplesmente não podemos sobreviver sem ele. E de cada vez que a vida nos obriga a atravessar desertos amorosos, enchemos os cantis de distracções e paliativos, alguns destrutivos (droga, álcool, excessos vários), outros mais construtivos (meditação, desporto, viagens, amigos), até que um oásis de afecto se desenha no horizonte. É claro que o oásis pode ser uma miragem, mas isso só saberemos quando lá chegarmos.
Há oásis que parecem enormes e se revelam exíguos, outros que pensamos serem desinteressantes e se transformam em lugares bestiais, outros são confortáveis, porem, aborrecidos, e outros ainda que se assemelham a um jogo da playstation 2, cheios de desafios e aventuras onde é preciso manter sempre a concentração para conseguir vencer obstáculos e passar ao próximo nível.
As boas histórias são feitas de obstáculos, da mesma forma que o amor também se constrói na adversidade? Comecei a desconfiar das histórias amorosas em que tudo é sempre difícil.
O amor é um mistério insondável, mas tem os seus sinais inequívocos, e na verdade não existe o amor per si, existem provas de amor.
Quem não o mostra é porque não o tem, e, se não o tem, não vale a pena fazer omeletas sem ovos.
As relações amorosas que começam com grandes dificuldades, porque ela nem sempre está disponível, ou porque ela é frequentemente assaltada por dúvidas , não medram; ou a coisa flui ou emperram, e como diz o ditado, o que nasce torto tarde ou nunca se endireita.
O que acontece é que às vezes estamos tão carentes que interpretamos sinais de desamor como prenúncio de amor, dando ao outro o benefício da dúvida.
Citando Fernando Alvim numa das suas crónicas, quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e de nos encontrarmos no meio de uma multidão.
Quando gostamos de alguém ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre as mensagens, etc…
Quando se gosta de alguém – e agora escrevo para os que gostam - , vamos para o local do acidente com a declaração amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrir a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante que nós.
Um dos sinais inequívocos do amor é exactamente essa terceira entidade, o Nós, a consciência de que Eu e o Outro formamos algo que nos diferencia do resto do mundo. E o tempo que temos na nossa vida para Nós.
O amor é a água do coração; sentimos simplesmente não podemos sobreviver sem ele. E de cada vez que a vida nos obriga a atravessar desertos amorosos, enchemos os cantis de distracções e paliativos, alguns destrutivos (droga, álcool, excessos vários), outros mais construtivos (meditação, desporto, viagens, amigos), até que um oásis de afecto se desenha no horizonte. É claro que o oásis pode ser uma miragem, mas isso só saberemos quando lá chegarmos.
Há oásis que parecem enormes e se revelam exíguos, outros que pensamos serem desinteressantes e se transformam em lugares bestiais, outros são confortáveis, porem, aborrecidos, e outros ainda que se assemelham a um jogo da playstation 2, cheios de desafios e aventuras onde é preciso manter sempre a concentração para conseguir vencer obstáculos e passar ao próximo nível.
As boas histórias são feitas de obstáculos, da mesma forma que o amor também se constrói na adversidade? Comecei a desconfiar das histórias amorosas em que tudo é sempre difícil.
O amor é um mistério insondável, mas tem os seus sinais inequívocos, e na verdade não existe o amor per si, existem provas de amor.
Quem não o mostra é porque não o tem, e, se não o tem, não vale a pena fazer omeletas sem ovos.
As relações amorosas que começam com grandes dificuldades, porque ela nem sempre está disponível, ou porque ela é frequentemente assaltada por dúvidas , não medram; ou a coisa flui ou emperram, e como diz o ditado, o que nasce torto tarde ou nunca se endireita.
O que acontece é que às vezes estamos tão carentes que interpretamos sinais de desamor como prenúncio de amor, dando ao outro o benefício da dúvida.
Citando Fernando Alvim numa das suas crónicas, quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e de nos encontrarmos no meio de uma multidão.
Quando gostamos de alguém ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre as mensagens, etc…
Quando se gosta de alguém – e agora escrevo para os que gostam - , vamos para o local do acidente com a declaração amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrir a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante que nós.
Um dos sinais inequívocos do amor é exactamente essa terceira entidade, o Nós, a consciência de que Eu e o Outro formamos algo que nos diferencia do resto do mundo. E o tempo que temos na nossa vida para Nós.
The Story - Our Story :-)
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where
Ive beenAnd how I got to where I am
But these stories dont mean anything
When youve got no one to tell them to
Its true...I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you
You see the smile thats on my mouth
Is hiding the words that dont come out
And all of my friends who think that Im blessed
They dont know my head is a mess
No, they dont know who I really am
And they dont know what Ive been through like you do
And I was made for you...
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where Ive been
And how I got to where I am
But these stories dont mean anything
When youve got no one to tell them to
Its true...I was made for you
Tell you the story of who I am
So many stories of where
Ive beenAnd how I got to where I am
But these stories dont mean anything
When youve got no one to tell them to
Its true...I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you
You see the smile thats on my mouth
Is hiding the words that dont come out
And all of my friends who think that Im blessed
They dont know my head is a mess
No, they dont know who I really am
And they dont know what Ive been through like you do
And I was made for you...
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where Ive been
And how I got to where I am
But these stories dont mean anything
When youve got no one to tell them to
Its true...I was made for you
Aos amantes...

Um brinde a vós … a nós…
Que sem saber como, cometemos as maiores loucuras…
Que de um momento para o outro ficamos ofegantes e cheios de paixão…
Às minhas rosáceas que me expõem sempre…
Ao teu olhar…
O teu olhar… é realmente arrebatador…
Quando me olhas assim só tenho vontade de te beijar…
Não sei explicar…
Se deixava de ser tua amante para ser tua mulher?
Ummmhhhh!!!
Sim!
Contigo casava-me novamente :-)
Sim!
A ti juraria fidelidade… isto é uma prova de amor…
Como diz uma amiga comum,
“Sabes como ela é… é assim como eu! Precisa de sentir a paixão! Mas depois passa-lhe…”
Eu sei que não tenho juízo nenhum,
Sei que vou-me contradizer, mas isso também não é novidade :-)
Prefiro ser tua amante…
Vou explicar…
Assim por muito que toda a gente desconfie… ninguém tem a certeza!!!
E isso sim! Dá-me um prazer louco :-)
Gosto de ter conversas e trocadilhos que só nós entendemos…
Gosto dos amantes…
Gosto da cumplicidade dos amantes…
Gosto de Ti!
Tu sabes que é para ti que eu corro!
É contigo que desabafo, que riu…
Ultimamente temos estado pouco,
Mas é sublime a capacidade que temos de transformar o pouco em muito…
Prometo que em 2009 estarei mais presente…
Não quero perder o estatuto :-)
Quem sabe se casamos?Nesta ou noutra vida….
Que sem saber como, cometemos as maiores loucuras…
Que de um momento para o outro ficamos ofegantes e cheios de paixão…
Às minhas rosáceas que me expõem sempre…
Ao teu olhar…
O teu olhar… é realmente arrebatador…
Quando me olhas assim só tenho vontade de te beijar…
Não sei explicar…
Se deixava de ser tua amante para ser tua mulher?
Ummmhhhh!!!
Sim!
Contigo casava-me novamente :-)
Sim!
A ti juraria fidelidade… isto é uma prova de amor…
Como diz uma amiga comum,
“Sabes como ela é… é assim como eu! Precisa de sentir a paixão! Mas depois passa-lhe…”
Eu sei que não tenho juízo nenhum,
Sei que vou-me contradizer, mas isso também não é novidade :-)
Prefiro ser tua amante…
Vou explicar…
Assim por muito que toda a gente desconfie… ninguém tem a certeza!!!
E isso sim! Dá-me um prazer louco :-)
Gosto de ter conversas e trocadilhos que só nós entendemos…
Gosto dos amantes…
Gosto da cumplicidade dos amantes…
Gosto de Ti!
Tu sabes que é para ti que eu corro!
É contigo que desabafo, que riu…
Ultimamente temos estado pouco,
Mas é sublime a capacidade que temos de transformar o pouco em muito…
Prometo que em 2009 estarei mais presente…
Não quero perder o estatuto :-)
Quem sabe se casamos?Nesta ou noutra vida….
sábado, 27 de dezembro de 2008
Quando os príncipes viram sapos....

Sempre ouvi a história que a princesa beijou o sapo e ele virou príncipe…
E…. viveram felizes para sempre…
O que ainda hoje não entendo, é porquê que ninguém conta a outra história…
Aquela, em que a princesa beija o príncipe e ele vira um sapo…
E não é porque beije mal… vira sapo porque perde o encanto…
Simplesmente … puff!
Ele deixa de ser príncipe e todo o encanto que tinha desaparece como que pura magia!!!
Eu encontrei um príncipe deste…
Ainda não sei o que me custou mais a aceitar…
Se foi ter acreditado que ele era um príncipe…
Se foi ter descoberto que era um sapo…
Como sempre não me arrependo de nada,
É sempre bom conhecer os dois lados da questão…
É sempre bom saber as duas histórias,
O conto de fadas que os livros retratam e
A vida real….
Que a própria vida se encarrega de escrever…
No livro que somos nós!
E…. viveram felizes para sempre…
O que ainda hoje não entendo, é porquê que ninguém conta a outra história…
Aquela, em que a princesa beija o príncipe e ele vira um sapo…
E não é porque beije mal… vira sapo porque perde o encanto…
Simplesmente … puff!
Ele deixa de ser príncipe e todo o encanto que tinha desaparece como que pura magia!!!
Eu encontrei um príncipe deste…
Ainda não sei o que me custou mais a aceitar…
Se foi ter acreditado que ele era um príncipe…
Se foi ter descoberto que era um sapo…
Como sempre não me arrependo de nada,
É sempre bom conhecer os dois lados da questão…
É sempre bom saber as duas histórias,
O conto de fadas que os livros retratam e
A vida real….
Que a própria vida se encarrega de escrever…
No livro que somos nós!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Viver a Vida Sem Paixão é Imperdoável!

Hoje vi a seguinte frase:
Viver a Vida Sem Paixão é Imperdoável!
Nunca tinha achado uma simples frase que descrevesse a minha forma de vida!
Sou de Paixões…
Sou completamente Apaixonada pelo meu trabalho, pela minha Vida, pelas minhas filhas, pela minha família (pelo menos a directa), pelos meus amigos, por Ti!!!
Não sei viver nada ás metades…
Sou completamente a antítese de mim mesma…
Sou de extremos…
Ou dou tudo… Ou não dou nada…
Não sei dar assim… assim…
Ou Amo … ou Odeio…
Não sei simplesmente gostar…
Ou me dedico de corpo e alma… Ou simplesmente nem quero saber…
Não consigo fazer nada só por fazer…
Sou Humana… Sou Mulher!!!
Viver ás metades é não viver…
Raramente faço o jeito…
E quando faço… sinto-me mal, por isso optei por não fazer…
Um dia disseram-me que era um diamante bruto, a principio não achei piada… mas depois explicaram-me que se fosse lapidada perdia metade do meu valor… é claro que isto é um exagero… sou bruta :-) mas não sou um diamante :-)
Sou simplesmente alguém que não consegue viver sem Paixão!
Sou uma mulher confusa,
Por vezes de uma frieza e crueldade… horrível!
Assim como sou fogo, carinho, dedicação, empenho… Á prova de bala!
Sou complicada,
Forte e confiante como uma rocha…
Como tenho ataques de raiva incontroláveis… choro como uma criança desprotegida…
Sou assim…
Acho que só os que vivem com paixão,
Conseguem ser tudo em um só!
Acredito que não somos muitos (as) a fazê-lo, ainda bem…
Viver com uma pessoa como eu é um suplicio…
Dou muito valor aos que me aturam… não é fácil!
Mas se não fosse assim…seria um diamante lapidado… a valer por metade :-)
O valor que se paga por viver com paixão é alto…
Não me protejo… Sou simplesmente Eu!!!
Eu Amo!
Eu Odeio!
Eu Riu!
Eu Choro!
Eu Construo!
Eu Destruo!
Enfim...
EU VIVO!!!!
Logo, quem vive com Paixão tem todo o mau feitio perdoado :-)
Boa?
Beijos
Viver a Vida Sem Paixão é Imperdoável!
Nunca tinha achado uma simples frase que descrevesse a minha forma de vida!
Sou de Paixões…
Sou completamente Apaixonada pelo meu trabalho, pela minha Vida, pelas minhas filhas, pela minha família (pelo menos a directa), pelos meus amigos, por Ti!!!
Não sei viver nada ás metades…
Sou completamente a antítese de mim mesma…
Sou de extremos…
Ou dou tudo… Ou não dou nada…
Não sei dar assim… assim…
Ou Amo … ou Odeio…
Não sei simplesmente gostar…
Ou me dedico de corpo e alma… Ou simplesmente nem quero saber…
Não consigo fazer nada só por fazer…
Sou Humana… Sou Mulher!!!
Viver ás metades é não viver…
Raramente faço o jeito…
E quando faço… sinto-me mal, por isso optei por não fazer…
Um dia disseram-me que era um diamante bruto, a principio não achei piada… mas depois explicaram-me que se fosse lapidada perdia metade do meu valor… é claro que isto é um exagero… sou bruta :-) mas não sou um diamante :-)
Sou simplesmente alguém que não consegue viver sem Paixão!
Sou uma mulher confusa,
Por vezes de uma frieza e crueldade… horrível!
Assim como sou fogo, carinho, dedicação, empenho… Á prova de bala!
Sou complicada,
Forte e confiante como uma rocha…
Como tenho ataques de raiva incontroláveis… choro como uma criança desprotegida…
Sou assim…
Acho que só os que vivem com paixão,
Conseguem ser tudo em um só!
Acredito que não somos muitos (as) a fazê-lo, ainda bem…
Viver com uma pessoa como eu é um suplicio…
Dou muito valor aos que me aturam… não é fácil!
Mas se não fosse assim…seria um diamante lapidado… a valer por metade :-)
O valor que se paga por viver com paixão é alto…
Não me protejo… Sou simplesmente Eu!!!
Eu Amo!
Eu Odeio!
Eu Riu!
Eu Choro!
Eu Construo!
Eu Destruo!
Enfim...
EU VIVO!!!!
Logo, quem vive com Paixão tem todo o mau feitio perdoado :-)
Boa?
Beijos
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Carta aberta á minha Mãe....
Sou uma mulher de ciclos…Ontem a minha mãe ao despedir-se de mim ao telefone, disse:
“Filha … deixa essa escuridão!”
Eu sei que ela notou, mas fingiu que não entendeu… (a minha voz começou a tremer)
E disse-lhe:
“ Estou bem! É só cansaço do trabalho!”
Quando desliguei o telemóvel, desatei a chorar…
Aquilo bateu-me … Como é que ela sabe???
Se eu não disse a ninguém que a escuridão me persegue?
Mãe,
Eu sei que será difícil, leres isto, porque não sabes que existe :-)
Mas prometo-te que vou iniciar um novo ciclo…
Sabes que sou assim…
Preciso bater no fundo para me levantar…
Preciso chorar… chorar muito…
Para depois limpar as lágrimas e voltar a sorrir…
Se valeu a pena a escuridão?
Sim! Cada segundo…
Fez-me crescer mais um pouco…
Fez-me dar mais valor aos que me amam e os que me querem mesmo…
Tu sabes que eu adoro a noite… sempre disseste que era morcego…
Por isso a escuridão está tão ligada a mim…
Há coisas que não conseguimos conter!
Se fui fraca?
Sim! Fui!
Se tinha a opção de ficar na claridade?
Sim tinha!
Mas depois?
Não poderia dizer mais uma vez como é a escuridão…
Eu gosto de viver tanto na luz do sol, como na noite escura…
Só assim podemos chegar ao derradeiro dia e dizer:
-VIVI!!!
Eu sempre fui assim… uma mulher de ciclos…
Este ficou fechado…
Vou começar a caminhar para a luz…
Eu sei, não passo de uma teimosa e quando toda a gente diz:
- Raquel não vás por aí porque vais te magoar!!!
Eu digo:
- Só indo é que saberei.... :-)
Amo a vida... A vida tem que ser vivida...
Eu sei que aos olhos de muita gente, tenho uma coragem doida...
Mas como sempre digo... isto que eu faço não é nada... chama-se VIVER!!!!
Sabes aquela frase que digo muitas vezes:
Prefiro viver com as marcas da vida ... Do que uma vida sem marcas...
Aplico-a todos os dias :-)
Mãe,
Tu és a maior e a melhor mãe do mundo….
Só quero ter um décimo do teu sexto sentido
Para no momento certo poder dizer o mesmo ás minhas filhas…
E ajuda-las a saírem do buraco…
Com a força e a vontade que eu agora sinto…
Amo-te e Amarei-te sempre…
És uma grande Mulher…
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Segundo Amor - More Than Words

Saying 'I Love you' is not the words
I want to hear from youI
t's not that
I want you
Not to say
But if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than wordsIs all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
Now that I've tried to
Talk to you and make you understand
All you have to do is
Close your eyes and just reach out your hands
And touch me hold me close
Don't ever let me go
More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words
To show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
I want to hear from youI
t's not that
I want you
Not to say
But if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than wordsIs all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
Now that I've tried to
Talk to you and make you understand
All you have to do is
Close your eyes and just reach out your hands
And touch me hold me close
Don't ever let me go
More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words
To show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
O meu primeiro Amor

Foste o meu primeiro amor…
Contigo, descobri o frio na barriga, o coração a disparar e os olhos a brilhar…
Amei-te da maneira mais pura…
A tua presença era um dia de sol…
O teu abraço inesquecível…
As tuas mãos… meu deus… como adorava as tuas mãos, passava horas a brincar com as tuas veias salientes… Lindas!
Adorava adormecer encostada a ti!
Amava as nossas conversas e as nossas parvoíces…éramos tão miúdos…
Putos!!!
Lembraste do teu primeiro discurso?
Senti um enorme orgulho por queres que tivesse lá a assistir, estavas nervoso e só querias não fazer aquele gesto que estava agarrado a ti… Lembras-te?
Passaste o discurso todo a fazê-lo… Os dedos a tocarem-se como fazia o Abrunhosa no “É preciso ter calma… Não dar o corpo pela Alma!!!”
Todos os momentos ficaram guardados com carinho… até mesmo quando te apaixonaste pela minha amiga!
O que eu chorei… chorei tanto…
Mas era impossível afastar-me dos dois…
Eram demasiado importantes…
Mas vou contar-te um segredo…
Quando já namoravas com ela e eu me abraçava a ti ou me sentava no teu colo,
E ela dizia:
- Então?
Adorava dar aquela resposta:
- Que foi? Antes de ser teu … foi meu!!! :-)
O sentimento de posse é o ultimo que se perde!
Passaram muitos anos... 14 … acho eu!
Mas ainda hoje… És meu!!!
De uma maneira muito soft… sem o frio na barriga e sem o coração disparar…
Mas o primeiro amor é assim…
Marcante… como tu!!!
Contigo, descobri o frio na barriga, o coração a disparar e os olhos a brilhar…
Amei-te da maneira mais pura…
A tua presença era um dia de sol…
O teu abraço inesquecível…
As tuas mãos… meu deus… como adorava as tuas mãos, passava horas a brincar com as tuas veias salientes… Lindas!
Adorava adormecer encostada a ti!
Amava as nossas conversas e as nossas parvoíces…éramos tão miúdos…
Putos!!!
Lembraste do teu primeiro discurso?
Senti um enorme orgulho por queres que tivesse lá a assistir, estavas nervoso e só querias não fazer aquele gesto que estava agarrado a ti… Lembras-te?
Passaste o discurso todo a fazê-lo… Os dedos a tocarem-se como fazia o Abrunhosa no “É preciso ter calma… Não dar o corpo pela Alma!!!”
Todos os momentos ficaram guardados com carinho… até mesmo quando te apaixonaste pela minha amiga!
O que eu chorei… chorei tanto…
Mas era impossível afastar-me dos dois…
Eram demasiado importantes…
Mas vou contar-te um segredo…
Quando já namoravas com ela e eu me abraçava a ti ou me sentava no teu colo,
E ela dizia:
- Então?
Adorava dar aquela resposta:
- Que foi? Antes de ser teu … foi meu!!! :-)
O sentimento de posse é o ultimo que se perde!
Passaram muitos anos... 14 … acho eu!
Mas ainda hoje… És meu!!!
De uma maneira muito soft… sem o frio na barriga e sem o coração disparar…
Mas o primeiro amor é assim…
Marcante… como tu!!!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Envolver

Envolver :
Conjugar
Do lat. involverev. Tr.,
Tapar, cobrir em volta;
Enfaixar;
Embrulhar;
Rodear;
Cercar;
Abranger, abarcar;
Complicar, enredar, ocultar, dissimular;
Intrigar;
V. Refl.,
Comprometer-se;
Intrometer-se, tomar parte;
Embrulhar-se;
Esconder-se;
Cobrir-se, velar-se.
Ando a ouvir já á alguns meses a seguinte frase “não me quero envolver!!!”
Compreendo… mas será que todos os dias não nos envolvemos?
Será que temos que dividir casas, camas, carros, família?
Para estarmos envolvidos?
Eu sei que sou meia totó… e não entendo certas coisas…. Sei que tenho muito menos porte filosófico do que as pessoas com quem te dás!
Mas sempre que tento entender a tua frase o meu tico e teco começam á batatada e não chego a conclusão nenhuma!
As pessoas têm que se comprometer para se envolverem?
Não existe a possibilidade de nos envolvermos sem nos comprometermos?
As pessoas para se envolverem têm que viver umas com as outras?
Ou envolver também tem a ver com a vertente psicológica?
Em que envolvemo-nos a criar laços?
Eu gosto de criar laços… Os laços fazem-nos bem… também deixa-nos mais vulneráveis… será que é por isso que não te queres envolver?
Para não ficar vulnerável?
Ou será porque perante a tua sociedade é mais fácil assim… é o que está na moda…
Eu envolvo-me … quase sempre!!!
Também sou louca!!!
Mas vivo… vivo cada momento… o meu coração, a minha alma, sabem com o que contam…
Já experimentaste ter segurança em outra pessoa e deixares-te ir?
Já experimentaste sentir o frio na barriga e viver uma paixão?
Se podes sofrer???
Bem tens sempre 50% de hipóteses de ser feliz…
As estatísticas são bastante diferentes para quem não se envolve….
Tem 25% de serem felizes (serem basicamente felizes… nunca na plenitude)
Agora sei que vais dizer que não entendo nada….
Por isso diz-me tu:
O que é envolver?
Não estás já envolvido?
Um sonho de nós

É fabuloso chegar á cama e ver-te deitado,
tapado pelos nossos lençois que têm o teu cheiro ... o meu cheiro.
É fabuloso sentir o teu corpo nas minhas mãos sedentas de ti...
A tua boca tem o sabor da Primavera...
O teu peito tem o cheiro do entardecer junto ao mar...
Os teus olhos chamam por mim... chamam por nós....
Como eu amo tocar-te, sentir-te, ter-te.
E dizer-te ao ouvido que és meu como eu sou tua.
Adoro olhar-te no auge do prazer... és um ser tão lindo... tão meu!
Amo-te!
E amarei sempre quando te enrroscas a mim depois de fazermos amor!
A nossa cama ... é o nosso mundo!
Um mundo onde as pessoas podem amar-se sem serem descriminadas.
Amo-te! Amo-te! Amo-te!
Os amores de hoje

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farta de conversas, farta de compreensões, farta de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.
Este texto é adaptado....
domingo, 7 de dezembro de 2008
Até dia 11

Quando te disse:
“Fazes bem não te prenderes a mim,
Porque eu vou deixar-vos a todos!”
Não deves ter entendido o que queria dizer-te…
Não vos deixo porque quero…
Por ser egoísta e adorar magoar as pessoas…
Eu não sou assim… sabes isso…
Porém este medo que me assombra, que me paralisa…
Faz-me querer que se afastem de mim…
Não quero que sofram!
Adoro-vos…
Amo-vos…
E não quero que revivam tudo isto!
Se quero que me deixem?
Sim… por amor a vocês …
Prefiro ser eu a sofrer a perda!
Não sou mártir, nem quero que pensam isso de mim!
Simplesmente Amo-te…
E sim, é melhor eu afastar-me aos poucos de ti…
Pelo menos até saber o resultado dia 11…
Assim protejo-te…
Como sempre te protegi…
“Fazes bem não te prenderes a mim,
Porque eu vou deixar-vos a todos!”
Não deves ter entendido o que queria dizer-te…
Não vos deixo porque quero…
Por ser egoísta e adorar magoar as pessoas…
Eu não sou assim… sabes isso…
Porém este medo que me assombra, que me paralisa…
Faz-me querer que se afastem de mim…
Não quero que sofram!
Adoro-vos…
Amo-vos…
E não quero que revivam tudo isto!
Se quero que me deixem?
Sim… por amor a vocês …
Prefiro ser eu a sofrer a perda!
Não sou mártir, nem quero que pensam isso de mim!
Simplesmente Amo-te…
E sim, é melhor eu afastar-me aos poucos de ti…
Pelo menos até saber o resultado dia 11…
Assim protejo-te…
Como sempre te protegi…
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Ausência

Na tua ausência … sinto-te!
Na tua ausência … cheiro-te!
Na tua ausência … estás presente!
Na tua ausência…
Sinto que pensas em mim,
Que te lembras do meu sorriso,
Das minhas lágrimas…
Lembro-me que adoras ver-me rir,
Queria continuar a rir…
Queria …
Que tivesses a plena noção que tudo em ti é belo…
Que visses o que vejo…
Que te olhasses com os meus olhos…
E que te amasses …
Na tua ausência … cheiro-te!
Na tua ausência … estás presente!
Na tua ausência…
Sinto que pensas em mim,
Que te lembras do meu sorriso,
Das minhas lágrimas…
Lembro-me que adoras ver-me rir,
Queria continuar a rir…
Queria …
Que tivesses a plena noção que tudo em ti é belo…
Que visses o que vejo…
Que te olhasses com os meus olhos…
E que te amasses …
Como eu te amo…
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Principezinho e a raposa...

Foi então que apareceu a raposa.- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- És bem bonita...- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho.
- Estou triste...- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Não estou presa...
- AH! Então, desculpa! - disse o principezinho.Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:- O que é que "estar preso" quer dizer?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa. - De que é que tu andas à procura?
- Ando à procura dos homens - disse o principezinho. - O que é que "estar preso" quer dizer?
- Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar - disse a raposa. - É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas! Aliás, na minha opinião, é a única coisa interessante que eles têm. Andas à procura de galinhas?
- Não - disse o principezinho. Ando à procura de amigos. O que é que "estar preso" quer dizer?
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho. - Sabes, há uma certa flor...tenho a impressão que estou presa a ela...
- É bem possivel - disse a raposa. - Vê-se cada coisa cá na Terra...
- OH! Mas não é da Terra! - disse o principezinho.
A raposa pareceu ficar muito intrigada.
- Então, é noutro planeta?
- É.- E nesse tal planeta há caçadores?-
Não.- Começo a achar-lhe alguma graça...E galinhas?- Não.- Não há bela sem senão...- disse a raposa.Mas a raposa voltou a insistir na sua ideia:- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, têm um ritual, à quinta-feira, vão ao baile com as raparigas da aldeia. Assim, a quinta-feira é um dia maravilhoso. Eu posso ir passear para as vinhas. Se os caçadores fossem ao baile num dia qualquer, os dias eram todos iguais uns aos outros e eu nunca tinha férias.Foi assim que o principezinho prendeu a raposa.
E quando chegou a hora da despedida:- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa
- Por causa da cor do trigo...Depois acrescentou:- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.-
Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho.
- Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sózinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo.. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com aminha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer
Acima de tudo é uma lição de vida, para quem quer prender ... e para quem tem medo de se agarrar!
Pensem nisto!
Acima de tudo é uma lição de vida, para quem quer prender ... e para quem tem medo de se agarrar!
Pensem nisto!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Frémito do meu corpo...

Frémito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doido anseio dos meus braços a abraçar-te,
Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!
E vejo-te tão longe! Sinto a tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que me não amas...
E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas...
Florbela Espanca
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Crepusculo

É quando um espelho, no quarto,
se enfastia;
Quando a noite se destaca
da cortina;
Quando a carne tem o travo
da saliva,
e a saliva sabe a carne ~
dissolvida;
Quando a força de vontade
ressuscita;
Quando o pé sobre o sapato
se equilibra...
E quando às sete da tarde
morre o dia
- que dentro de nossas almas
se ilumina,
com luz lívida, a palavra
despedida.
David Mourão Ferreira
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Arrependimento

Perdoa-me não me arrepender!
Não me arrependo de ter entrado na tua vida, de te ter tido nos meus braços!
Não me arrependo do primeiro abraço, que para mim ficou imortalizado…
Muito menos do primeiro beijo… meu deus… como tremia!!!
Parecia que nunca tinha beijado!
As mãos estavam desajeitadas, a respiração descontrolada…
Não me arrependo da primeira vez na “nossa” sala… não me arrependo de te dedicar a nossa musica!
Ainda te quero muito… quero-te tanto que dói… dói pensar que um dia te vou perder….
Dói pensar que um dia poderás ter outra pessoa nos teus braços…
Não te quero perder!
Mas infelizmente, não podemos prometer isso!
Acredito que temos marcas… marcas que ficaram cravadas onde as nossas bocas tocaram….
Não …. Não me arrependo… Se ainda está tudo tão vivo… Se ainda te sinto…. Se ainda te quero!!!
Não … Não me arrependo por te Amar!!!
Não me arrependo de ter entrado na tua vida, de te ter tido nos meus braços!
Não me arrependo do primeiro abraço, que para mim ficou imortalizado…
Muito menos do primeiro beijo… meu deus… como tremia!!!
Parecia que nunca tinha beijado!
As mãos estavam desajeitadas, a respiração descontrolada…
Não me arrependo da primeira vez na “nossa” sala… não me arrependo de te dedicar a nossa musica!
Ainda te quero muito… quero-te tanto que dói… dói pensar que um dia te vou perder….
Dói pensar que um dia poderás ter outra pessoa nos teus braços…
Não te quero perder!
Mas infelizmente, não podemos prometer isso!
Acredito que temos marcas… marcas que ficaram cravadas onde as nossas bocas tocaram….
Não …. Não me arrependo… Se ainda está tudo tão vivo… Se ainda te sinto…. Se ainda te quero!!!
Não … Não me arrependo por te Amar!!!
....
Desejo

Quando Cai a noite
Vejo os teus olhos...
Olho para a tua pele branca,
Com o teu corpo a ser banhado pelo luar...
Alcanço-te suavemente com a minha mão
Toco o teu rosto, o teu peito, o teu sexo
Violo a minha sanidade.
Como eu te desejo....
Com este grito abafado chamo-te
Fecho os meus olhos,
Aperto a tua carne conta a minha, o teu sexo contra o meu...
Acordas com um sorriso e no silêncio dizes as palavras
Que eu sempre quis ouvir:
"Sou teu "
Vejo os teus olhos...
Olho para a tua pele branca,
Com o teu corpo a ser banhado pelo luar...
Alcanço-te suavemente com a minha mão
Toco o teu rosto, o teu peito, o teu sexo
Violo a minha sanidade.
Como eu te desejo....
Com este grito abafado chamo-te
Fecho os meus olhos,
Aperto a tua carne conta a minha, o teu sexo contra o meu...
Acordas com um sorriso e no silêncio dizes as palavras
Que eu sempre quis ouvir:
"Sou teu "
Sem redes.... sem medo....

Ontem a falar com uma amiga deparei-me com os medos que as pessoas sentem por se entregarem, por lutarem pelo amor, pela vida, parece que se têm medo de serem felizes!
Isto deixa-me preocupada!
Eu nem sempre fui á luta! E o mais engraçado é que agora estou a viver um amor e não tenho defesas nenhumas!(bem sei que para muitos (as) de vós isto é uma loucura, devemos ter sempre defesas, pelo menos eu digo sempre isso ás outras pessoas.)
Se eu olhar para trás, vejo que comecei a amar muito antes que me amassem. Aliás eu fui sempre a primeira a dizer Amo-te!(verdade que disse poucas vezes). E o mundo não ruiu por não ter ouvido imediatamente da outra parte a mesma palavra.
Acima de tudo acho que devemos ir á luta e deixar de estar sentadas (os) á espera que a outra pessoa se decida. Se amamos mesmo, temos que perder o medo de dar o primeiro passo, porque esse passo pode ser o início de milhares, milhões de passos em conjunto!
Também pode acontecer o contrário, pode só se dar meia dúzia de passos, mas o importante é que mesmo sendo meia dúzia, esses passos foram dados!
Por isso, peço-vos:
Não tenham medo de serem felizes!
Quer seja por muito ou pouco tempo!
O que interessa é ser feliz!
Não acham?
Pensem nisto....
Orgasmo para ele... violação para ela
Ele chegou a casa tarde.Como de costume!
Durante as horas que se foram perdendo uma após a outra, a sua angústia tinha dado lugar à raiva. Por fim à inquietação, e momentos antes ao desespero! A chave girou na porta. O coração dela bateu mais depressa. Deu um passo e depois conteve-se. Voltou-se de perfil e carregou a expressão de aborrecimento. Ele entrou. Parou e ficou a olhar para ela. Ele sabia como ela nunca lhe diria nada com a porta aberta. Tocou-lhe ao leve num ombro e disse-lhe:
- Ainda bem que esperaste por mim, amor. - Ela não lhe deu resposta. Dirigiu-se à porta e encostou-a devagar. Com todo o cuidado evitando que o ruído passasse do seu círculo íntimo para as intimidades dos outros. Queria dizer-lhe tudo o que tinha acumulado nas horas de solidão e desespero. Mas agora que ele estava ali à frente dela com a expressão mais inocente do mundo, parecia-lhe impossível dizer fosse o que fosse. Dentro dela a raiva e a alegria conviviam com a mesma intensidade. Estava feliz por tê-lo de volta mas sentia-se incapaz de dizer-lhe a raiva e o desespero e como estava farta da vida que levava. Ele aproximou-se dela, e tentou beija-la. Cheirava a álcool. Ela recuou e ele não insistiu. Durante um instante, gerindo a expectativa e numa jogada de mestre fez que iria sair novamente. Depois, voltou-se de repente, apanhou-a desarmada e abraçou-a rendida. Beijou-a. Meu Deus! Como ela o amava. Por amor ela esquecia tudo. As raivas, as esperas as traições. Caíram para cima do sofá. Ele levantou-lhe o vestido tirou-lhe em dois actos a peça de roupa intima e sem mais penetrou-a. Sem preliminares, sem uma palavra, sem um momento de magia e sedução. Não perguntou-lhe nada nem se estava a gostar. Era-lhe indiferente o orgasmo dela. Satisfez-se, bocejou e foi deitar-se. No sofá estendida com o rosto enfiado numa almofada ela cravava as unhas no tecido rasgando-o enquanto o seu desespero se abafava dentro da sua alma onde a ferida aberta gritava o crime cometido...
Olá

Alguns que vão acompanhar este blogue, já me acompanharam em outros... sabem que continuarem a escrever sobre o que sinto, que serei controversa e por vezes ofensiva.... sou assim!
Vivo!
Por vezes colocarei alguns textos que já escrevi um dia e que para mim foram marcantes.... Espero que gostem e convido-vos desde já a comentarem.
Beijos grandes
Subscrever:
Comentários (Atom)
