terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Crepusculo


É quando um espelho, no quarto,

se enfastia;

Quando a noite se destaca

da cortina;

Quando a carne tem o travo

da saliva,

e a saliva sabe a carne ~

dissolvida;

Quando a força de vontade

ressuscita;

Quando o pé sobre o sapato

se equilibra...

E quando às sete da tarde

morre o dia

- que dentro de nossas almas

se ilumina,

com luz lívida, a palavra

despedida.


David Mourão Ferreira

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